Abimaq recorre a Dilma contra aumento do aço

16 de julho de 2012

Os fabricantes de máquinas e equipamentos estão revoltados com o reajuste de até 8% no preço do aço, anunciado pelas siderúrgicas. Segundo o vice-presidente da Abimaq/RS, Hernane Cauduro, o aumento reflete interesses do monopólio que controla o setor. Aproveitando que a desvalorização do real encareceu a importação da matéria-prima, as usinas se apressaram para recuperar margens de lucro, em plena crise e baixa demanda. ‘Enquanto o governo adota medidas para evitar a recessão, o cartel das siderúrgicas age na contramão, majorando esta matéria-prima, que se constitui em insumo básico para a indústria de transformação, onerando o custo final dos produtos para o consumidor’, avalia o dirigente, informando que a entidade já enviou ofício à presidente Dilma Rousseff solicitando providências do governo para conter o reajuste dos preços do aço, inclusive com a redução a zero da alíquota do imposto de importação. Cauduro ressalta que o aço brasileiro é 35% mais caro, em média, do que na Alemanha, país que não possui reservas de minério de ferro e não produz o insumo. Levantamento realizado pela Abimaq mostrou que o aço é um dos itens que tem maior impacto na formação do chamado Custo Brasil na indústria de máquinas e equipamentos.

Fonte: Portal Jornal O Sul

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Seção: Siderurgia
Publicação: 16/07/2012

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