Com possível alta dos preços do aço, ações da Usiminas e CSN sobem forte

5 de julho de 2012

Crescem as especulações em torno da elevação dos preços do aço no Brasil pela Usiminas (USIM3, USIM5), no mesmo ritmo em que caminharam as ações da companhia na bolsa nesta quarta-feira (3), com um forte movimento positivo na sessão. Aproveitando o embalo, os papéis da CSN (CSNA3, +3,07%, R$ 12,44) também registraram bom desempenho, uma vez que a companhia também poderia realizar um ajuste.

Desde a última terça-feira (3), quando surgiram os rumores na imprensa de que a Usiminas iria elevar os preços entre 4% e 8% em seus produtos de aços planos, as ações ordinárias e preferenciais da companhia acumulam forte valorização no Ibovespa, de 6,89% e 11,57%, respectivamente. Somente nesta quarta, os papéis PN subiram 3,25%, aos R$ 6,99, enquanto os ON registram alta de 2,10%, cotados a R$ 8,27. Enquanto isso, o Ibovespa avançou 0,53%, aos 56.076 pontos.

Segundo o analista Felipe Rocha, da Omar Camargo, o movimento é claramente um reflexo dos rumores sobre a elevação no preço, embora o momento da indústria no País possa não ser favorável. Porém, se a companhia conseguir manter o mesmo volume de produção a notícia será excelente para a Usiminas. Se esse repasse sair, deve ser seguido para os demais players de mercado que atuam no mesmo segmento de aço plano, como a CSN e a Arcelor Mittal, ressaltou Rocha.

Na mesma linha, a analista-chefe da Ativa, Daniella Maia, aponta em relatório que apesar de não considerar que a demanda do setor esteja suficientemente aquecida para acomodar repasses de preço dessa proporção, a tentativa de reversão na política de preços no segmento de planos pode sinalizar um esforço por parte das siderúrgicas a fim de estabelecer um piso para os preços domésticos no mercado de aço plano.

Segundo ela, “o movimento de valorização do dólar frente ao real pode ter reduzido o ímpeto das importações do setor, possibilitando algum aumento, mas a margem de manobra é bastante reduzida, em função, principalmente, do excesso de oferta e de fraca recuperação da atividade industrial no País”.

Produção industrial despenca

Vale lembrar que na véspera a produção industrial brasileira registrou queda de 4,3% na comparação entre maio de 2011 e de 2012, consolidando o nono resultado negativo consecutivo, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física. O desempenho foi o pior da indústria desde setembro de 2009, o que reacende a luz amarela quanto às projeções acerca do desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

 

Fonte: Infomoney
Seção: Siderurgia
Publicação: 05/07/2012

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