Consumo aparente de aço deve crescer 2,4% em junho

29 de junho de 2012

A venda de produtos siderúrgicos no primeiro semestre deverá crescer 1,8%, alcançando 11,1 milhões de toneladas, comparado com mesmo período do ano anterior, informou hoje o Instituto Aço Brasil, em coletiva de imprensa.

Para o consumo aparente, que soma venda interna mais importações, a estimativa é de terminar junho com 12,9 milhões de toneladas, alta de 2,4% sobre igual período de 2011.

O setor também vislumbra vendas internas melhores no segundo semestre. Para as siderúrgicas, o ano de 2012 deve fechar com aumento de 7,1% em relação a 2011, alcançando volume de 22,95 milhões de toneladas por meio das usinas locais.

A projeção da produção de aço bruto para o ano é de 36 milhões de toneladas, com aumento de 2,2% sobre o ano passado, que foi de 35,2 milhões de toneladas.

A previsão de consumo aparente pelo mercado brasileiro, que vive um momento de desaceleração, é acréscimo de 5,4%, atingindo 26,4 milhões de toneladas.

As exportações, de produtos semi-acabados e laminados, tem projeção de aumento de apenas 0,7%, ficando em 10,9 milhões de toneladas. As importações projetadas, de aços planos e longos, é de 3,6 milhões de toneladas, pouco abaixo do volume de 2011.

Segundo Marco Polo de Melo Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, o setor já vive um certo alívio nas importações diretas de aço, que deverão cair 3,8% no ano. “Isso se deve à alta do câmbio”, destacou o executivo, lembrando que o fim dos benefícios nos portos só vai ocorrer a partir de janeiro de 2013.

A penetração do material importado no consumo interno é de 16,5% nos aços planos e 14,3% nos produtos longos, como vergalhões e perfils, resultando em uma média de 11,7% no período de janeiro a maio, informou a entidade.

A projeção para o ano é que a entrada indireta de aço, na forma de máquinas, automóveis, autopeças, equipamentos e bens de linha branca, continuará elevada, mantendo agravada a desindustrialização. A previsão é 4,8 milhões de toneladas, com saldo negativo de 2,07 milhões de toneladas no ano.

“A desindustrialização é evidente”, ressaltou André Gerdau, presidente do conselho-diretor do Instituto Aço Brasil e principal executivo do grupo Gerdau. Ele mencinou, por exemplo, que no setor automotivo, em 15 anos, a participação das importações no consumo aparente na cadeia automotiva passou de 8,9% para 18,3%.

 

Fonte: Valor
Seção: Siderurgia
Publicação: 29/06/2012

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