Crise no Setor Siderúrgico preocupa mercado nacional

5 de maio de 2016

Os mercados siderúrgicos brasileiro e mundial passam por uma crise sem precedentes na sua história com um excedente de capacidade de produção de mais de 700 milhões de toneladas/ano.

Segundos dados do Departamento de Economia e Estatística do Sicetel – Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e laminação de Metais Ferrosos as vendas no mercado brasileiro dos produtos fabricados pelas empresas associadas ao Sindicato caíram mais de 15% em 2015 e deverão reduzir mais 4,0% este ano.

O déficit comercial em 2015 atingiu 302,6 milhões de dólares, uma redução de 36% em relação a 2014, resultado da queda de 41% no déficit dos produtos planos e de 35% no de longos.

As importações foram reduzidas em 20% em 2015 em relação ao ano anterior, resultado da queda de 14% na importação de produtos planos e de 22% na importação de longos.

As exportações registraram aumento de 15% em 2015 em relação ao ano anterior, resultado de um crescimento de 29% nos produtos planos e de 3% nos produtos longos.

Segundo Daniele Pestelli, a melhoria dos números de comercio exterior do Sicetel é resultado direto da desvalorização do real ocorrida no ano passado, que aumentou significativamente a competitividade do produto nacional.

De acordo com Daniele é imprescindível que se mantenha uma taxa de câmbio próxima a taxa de câmbio de equilíbrio industrial, algo em torno de 3,80 a 4,00 reais por dólar.

“A recente valorização do real é preocupante deve ser evitada de forma enérgica, reduzindo ou mesmo zerando as renovações dos Swaps cambiais tradicionais e realizando leilões de Swaps reversos”, disse Daniele.

Para ele a possível redução das reservas só deveriam ser analisadas após o desmonte total das posições em Swaps cambiais e deveriam priorizar o financiamento das exportações e a modernização da indústria brasileira. (Sicetel)

Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia
Publicação: 05/05/2016

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