Distribuidoras de aço reduzem em 2,7% as compras, aponta o Inda

2 de setembro de 2019

Houve uma queda de 2,7% nas compras da rede de distribuição de aço em julho, em comparação ao mesmo período de 2018. Conforme os dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), divulgados na sexta-feira (30), o volume total comercializado foi de 276,6 mil toneladas no mês passado, contra 284,4 mil toneladas em julho de 2018. No entanto, quando se trata da comparação entre julho e junho deste ano, houve um crescimento de 20,2%.

Já as vendas de aços planos, por sua vez, apresentaram crescimento de 4,3% na comparação entre julho deste ano e o mesmo período de 2018, atingindo 288 mil toneladas contra 276 mil toneladas. Já em relação a junho, quando foram vendidas 247,5 mil toneladas, a alta foi de 16,4%.

No acumulado do ano, de janeiro a julho, as vendas tiveram um aumento de 7%, mas, segundo a entidade, para o segundo semestre, os números devem se ajustar para 5% ou 6%. Em relação aos números de vendas mais positivos no mês passado, o presidente do Inda, Carlos Loureiro, destaca que o incremento na comparação entre julho e junho deste ano não se deve a nenhum fator em especial, mas, sim, às características do próprio mês.

“Junho foi muito ruim e julho não teve nenhum grande movimento. O mês passado teve três dias úteis a mais, o que também está relacionado à alta apresentada. As vendas diárias foram praticamente as mesmas”, diz.

Diante desse cenário, os estoques de julho, em números absolutos, tiveram uma queda de 1,5% em comparação a junho, cando em 762,7 mil toneladas. O giro foi a 2,6 meses em relação às vendas de julho deste ano.

No que diz respeito às importações de aço, houve queda de 12,7% no mês passado em comparação ao mesmo período de 2018, atingindo 97,2 mil toneladas contra 111,14 mil. Já na comparação entre julho e junho, o incremento foi de 50,2%.

Segundo a entidade, as perspectivas em relação às compras e vendas do mês de agosto são de que se mantenham os mesmo números vericados em julho.

Valores – Apesar de as siderúrgicas terem anunciado alta de aproximadamente 10% nos preços para julho, essa realidade não se concretizou. Os novos valores que entrariam em vigor deveriam ser puxados pela valorização do dólar frente ao real e pelo aumento do preço do minério de ferro no mercado internacional.

De acordo com Loureiro, esse não reajuste é fruto de uma demanda fraca e da briga entre as siderúrgicas pelos clientes e em relação ao market share.

Perspectivas – O presidente do Inda salienta que o mercado está mais fraco e que, para os próximos meses, “na melhor das hipóteses, o consumo cará ‘0 a 0’. Não acreditamos que vai haver aumento do consumo aparente”, diz.

Fonte: Diário do Comércio 
Seção: Metalurgia & Distribuição 
Publicação: 02/09/2019

Compartilhe nas redes sociais