Essa é a hora de comprar Gerdau, diz Credit, que vê ação subir até 270% em cenário otimista

8 de agosto de 2016

Quando em janeiro, a ação bateu sua mínima na Bolsa desde 2003 (fechando no pregão do dia 26 daquele mês cotada a R$ 3,28), poucos acreditavam em um rali daGerdau (GGBR4). Naquela época, surgiu a controversa matéria com o trader profissional Wagner Caetano, que ficou famoso por vender um apartamento para comprar ações da siderúrgica, vendo alta até os R$ 10,00 (para quem não viu clique aqui). De lá para cá, os papéis da companhia subiram 150%, sendo cotados hoje a R$ 8,32, segundo cotação das 13h05 (horário de Brasília). Agora, mais uma voz destoante aparece no mercado: e, mais uma vez, bem otimista com a ação. Para o Credit Suisse, no melhor cenário, o papel pode atingir o patamar dos R$ 29,20, um potencial de alta de 270% em relação ao fechamento de ontem. 

O banco suíço, que revisou hoje suas estimativas para a siderúrgica, acredita que a ação está “em um ponto de entrada bastante atrativo”, tanto por conta de uma possível melhora na dinâmica do setor como quando compara-se seu desempenho com as siderúrgicas na Bolsa de junho para cá. Enquanto Gerdau subiu cerca de 40%, Usiminas disparou 137% e CSN saltou 66%. Ou seja, “a ação GGBR4 ficou barata”, comentaram os analistas Ivano Westin e Renan Criscio, que assinam o relatório do banco divulgado nesta quinta-feira (4). 

Abaixo, o desempenho das ações da Gerdau, CSN e Usiminas nos últimos meses:

“Nesse relatório, nós damos razões para acreditarmos que a ação está em um preço de entrada atrativo e por que se tornou nossa top pick no universo de cobertura da América Latina”, comentaram. Os motivos – que somam 7 – são os seguintes: estimativa que a rentabilidade se normalize (o 1° trimestre de 2016 pode ter marcado um piso para a empresa); recuperação na demanda doméstica em 2017; o spread do aço nos Estados Unidos deve seguir nos patamares atuais; depreciação do real; bom risco/retorno com valuation atrativo; desempenho das ações GGBR4 abaixo dos pares; no melhor cenário, o preço-alvo estimado para GGBR4 é de R$ 29,20. 

“Esperamos agora que o mercado volte-se aos fundamentos e concentre-se em empresas geradoras fluxo de caixa operacional positivo, com avaliações atrativas”, comentaram. Para eles, no cenário-base, de nenhum declínio nos preços do aço e recuperação gradual do mercado interno de aço do Brasil, é esperado uma recuperação gradual na rentabilidade e estimativa de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)/tonelada da Gerdau, saindo de um fundo de US$ 60,00 a tonelada no 1° trimestre de 2016 para normalização na casa de US$ 95,00 a US$ 100,00 em 2019, mas ainda abaixo de 2012, deixando um espaço para a companhia entregar um resultado ainda melhor do que as projeções. “Nós não descartamos uma recuperação mais rápida, mas deixamos um adicional potencial de alta como opcionalidade”, comentaram. 

Eles revisaram, neste relatório, o preço-alvo da ação para R$ 12,00 nos próximos 12 meses, frente os R$ 8,50 anteriormente, o que corresponde uma possibilidade de valorização de 53% em relação ao fechamento de ontem. Mas, essa é a projeção-base, dado que, no melhor cenário, eles veem o papel chegando aos R$ 29,20, ou uma disparada de 270% em 12 meses. Estimativas que vieram também na esteira de uma elevação de recomendação para o papel de neutra para outperform (desempenho acima da média). Por outro lado, no cenário mais negativo, a ação deve ir para R$ 6,70, o que daria um potencial de queda de 15%.

Para o melhor cenário com Gerdau, os analistas do banco assumem 4 fatores. São eles: o “bull case” de 2005 a 2007 não deve se repetir; o volume de vendas de aço em todas as divisões devem ficar em 2017 no mesmo patamar visto em 2014; para as venda domésticas, eles assumem um dólar a R$ 4,00 e uma alta do preço do aço no mercado brasileiro em linha com a inflação; estimativa de que a companhia negocie a 5,0 vezes e 3,1 vezes o EV/Ebitda em 2017 e 2018, respectivamente.

Fonte: Boa Informação
Seção: Siderurgia
Publicação: 08/08/2016

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