Exportações batem recorde e crescem 15,8%

8 de agosto de 2017

Apesar de a balança comercial do Ceará registrar déficit de US$ 46,6 milhões em julho, o volume de exportações bateu recorde no mês passado, com crescimento de 15,8% em relação a junho. No mês passado, as vendas ao exterior totalizaram US$ 162,9 milhões, e US$ 140,6 milhões em junho. Os dados são do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em 2017, apesar do aumento das vendas do Ceará para o exterior em razão da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o Estado acumula déficit de US$ 189,2 milhões. De janeiro ao julho deste ano, foram contabilizados US$ 1,1 bilhão em produtos exportados e US$ 1,3 bilhão em mercadorias importadas. 

De acordo com a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Karina Frota, apesar do déficit de julho, houve aumento expressivo nas exportações.Já as importações cresceram 19%, quando as compras do exterior registraram US$ 209,5 milhões em julho e US$ 176 milhões em junho. 
 
“Por mais que a balança apresente déficit o Estado ganha em valor exportado porque essas importações são para melhorar a competitividade da indústria cearense, gerando empregos e renda”, explica. Segundo ela, o ano de 2017 está bastante aquecido para o comércio exterior. “Claro que a nossa pauta foi incrementada. Houve acréscimo nas exportações do setor de calçados, frutas e produto hortícola”, destaca. 
 
Em relação a igual período de 2016, no entanto, a balança comercial do Ceará registrou um déficit menor. Em julho do ano passado, enquanto as exportações cearenses totalizaram US$ 86,2 milhões, as importações ficaram em US$ 536 milhões, resultando em um déficit de US$ 449,7 milhões. 
 
Em julho deste ano, os cinco países para os quais o Ceará vendeu mais foram Estados Unidos (US$ 43 milhões), México (US$ 38,5 milhões), Portugal (US$ 14,7 milhões), Canadá (US$ 9,5 milhões) e Argentina (US$ 8,7 milhões). “Considero positiva essa diversificação de países. Há alguns anos 40% das exportações eram para os Estados Unidos e atualmente nós temos países diferentes”, observa Frota. 
 
No rol das mercadorias mais vendidos pelo Estado no mês passado estão: outros produtos semimanufaturados, de ferro ou aços; gás natural liquefeito (GNL); lagostas congeladas; Suco (sumo) de qualquer outra fruta ou produto hortícola; e Couros e peles inteiros, de bovinos ou de equídeos, preparados. 
 
Em relação às importações do período, os cinco mercados de onde o Estado mais comprou foram China (US$ 43,3 milhões), Nigéria (US$ 29,6 milhões), Austrália (US$ 29,4 milhões), Colômbia (US$ 18 milhões) e Rússia (US$ 11,9 milhões). 
 
Já no ranking dos itens que o Estado mais comprou de outros países estão: hulha betuminosa (tipo de carvão mineral) não aglomerada; gás natural liquefeito (GNL); outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas; outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura; e castanha de caju. 
 
Conforme o Mdic, as vendas brasileiras ao exterior superaram as importações pelo sexto mês consecutivo em julho e levaram a balança comercial a registrar um resultado recorde de US$ 6,3 bilhões. O resultado dos sete primeiros meses de 2017 alcançou US$ 42,5 bilhões, o maior patamar para o período da série histórica, que tem início em 1989. A estimativa do governo é que o saldo ultrapasse US$ 60 bilhões no fim deste ano. “É uma expectativa realista e confiável”, disse o secretário do Comércio Exterior, Abrão Neto. O bom desempenho das exportações foi puxado, principalmente, pela melhora dos preços internacionais das commodities e pela super safra brasileira deste ano. 
 
“É um número positivo porque as exportações estão crescendo de forma difusa e importações também crescem refletindo a melhora da atividade econômica. O segundo semestre deve ser um pouco mais fraco, mas ainda teremos superávits mensais”, observa o economista da GO Associados, Luiz Castelli. De janeiro a julho, foram recordes os volumes vendidos ao exterior de produtos como minério de ferro, soja, petróleo e celulose. Em relação ao valor exportado, também foram identificados recordes na venda de automóveis de passageiros, veículos de carga, carne suína congelada e partes de motores e turbinas de aviação. 

Fonte: Diário do Nordeste
Seção: Economia
Publicação: 08/08/2017

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