Importadores brasileiros de planos criticam aumento de imposto de importação

13 de setembro de 2012

O recém-anunciado aumento de imposto de importação no Brasil sobre 100 produtos para 25%, incluindo alguns tipos de aços acabados, junto à promessa do governo de anunciar em outubro uma nova lista com mais 100 produtos, tem gerado insegurança entre os importadores de planos, que se consideram pressionados a considerar as taxas mais altas nas negociações de novos pedidos.

“Agora teremos que incluir 25% de imposto em nossos preços, o que tornará as bobinas galvanizadas e a frio impossíveis de importar, porque podem ser mais caras do que os produtos produzidos localmente”, disse um importador.

Um trader local apontou que a importação já está difícil e, com essa medida e outras ações a partir de 2013, como o ICMS 4% para as importações, “trazer material internacional para o país se tornará impraticável. Isso é protecionismo”.

Em agosto, as importações de planos no Brasil ficaram em 170.000 toneladas, alta de 13% em relação ao mês anterior e 10% acima da média mensal do primeiro semestre.

Os produtos planos afetados pelo recente aumento nos impostos de importação representaram 36% do total de importações de planos para o país, com as bobinas a quente a 7.400 toneladas em agosto, uma queda de 40% no comparativo mensal, e as importações de chapa grossa pesada a 54.000 toneladas, ante 6.500 toneladas em julho.

Alguns importadores locais estão negociando a BQ de 3 mm de espessura a US$ 430-460/t FOB China, e a BF de 0.5 mm de espessura a US$ 506-530/t FOB China.

De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (INDA), Carlos Loureiro, o aumento nos impostos de importação não afeta os distribuidores, já que as empresas estavam importando por vantagem de preço – não por falta de material doméstico. “Alguns distribuidores que estavam se acostumando com a importação terão que voltar ao mercado local”, acrescentou.

Fonte: Platts
Seção: Siderurgia
Publicação: 13/09/2012

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