Metalúrgicos dizem não a proposta da direção da CSN

20 de julho de 2016

Como era esperado pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, os trabalhadores recusaram, ontem, a proposta feita pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).  A votação aconteceu durante todo o dia na Praça Juarez Antunes, no bairro Vila Santa Cecília, e encerrou às 18 horas. Dos 5.362 votantes, 5.212 disseram não à proposta, 139 votaram sim, seis em banco e cinco nulos.

A proposta da CSN, apresentada na última semana, depois do fechamento de todas as entradas da Usina Presidente Vargas (UPV), por três horas, pelo Sindicato, é de apenas 5% de reajuste a partir de janeiro de 2017 e o corte de vantagens obtidas pelos trabalhadores nos últimos anos. A proposta foi rejeitada com o percentual de 97,20%, uma reprovação considerada maciça pela direção do Sindicato. O presidente do Sindicato, Silvio Campos, que foi contra a proposta desde início, garante que não vai aceitar esse aumento a partir de janeiro do ano que vem e mudanças nas conquistas obtidas ao longo dos anos. O sindicalista já acreditava que a rejeição dos metalúrgicos seria de mais de 90%.

Vale lembrar que a data base dos metalúrgicos é dia 1º de julho e mesmo depois da entrega da pauta de reivindicações, segundo o presidente do Sindicato, as negociações estavam paralisadas. A reabertura das negociações do Acordo Coletivo só aconteceu depois da ação do Sindicato. Na ocasião, a direção do Sindicato classificou como um “assalto” a proposta oferecida aos trabalhadores. Além, disso, criticou o fato da empresa que insistiu em retirar direitos trabalhistas conquistados há anos, entre eles o abono de férias de 70% e o turno de seis horas. Segundo destacou o presidente do Sindicato, Silvio Campos, como não poderia ser diferente, a Companhia apresentou uma pauta de retrocesso, suprimindo direitos e precarizando o trabalho, que ontem foi reprovada. Pelos empregados.

A proposta rejeitada

A empresa ofereceu suspensão do residual de hora noturna, diminuir o percentual do adicional noturno, diminuir o adicional da Hora Extra para 50% e 100% somente domingos e feriados, estabilidade Gestação: Fim da estabilidade adicional, pagar creche somente até um ano de idade, acabar com o empréstimo especial, diminuir 36,67% do abono de férias, mais que a metade, acabar com a cesta básica, aumentar o cartão alimentação para 20% a coparticipação, acabar com o adiantamento do 13º em janeiro, limitar a 20% o pagamento da diferença salarial no caso de substituição superior a 20 dias, acabar com a bolsa de estudo, mantendo somente as que já existem e sem reajuste, cobrar a participação do trabalhador com o valor de R$ 0,27 no dejejum e implantar banco de horas de 180 dias, com início imediato.

Fonte: A Voz da Cidade
Seção: Siderurgia
Publicação: 20/07/2016

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