Preço dos aços: fechamento de maio/2020

1 de junho de 2020

O impacto da pandemia do novo coronavírus afetou diretamente a produção e o consumo de aço nacional. Os preços dos aços praticamente não sofreram alteração em maio, apenas com leve queda para alguns produtos planos.

Aumento de preços previsto para junho

CSN

O diretor-executivo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Luis Fernando Matinez, disse em maio (15), durante teleconferência com analistas que o compromisso da companhia é com a recuperação de margem. Segundo ele, com a taxa de câmbio nesse patamar o prêmio do produto importado e internalizado está de 12% a 15% negativo.

“Recuperação de margem é mandatório, com esse dólar não tem como não aumentar o preço. Agora em junho, vamos olhar a competitividade da cadeia de valor e vamos ver quem compra, mas não tem como não corrigir o preço. De 10% a 12% de reajuste em junho não tem como escapar”, disse Martinez ressaltando que a CSN aumentou os preços da tonelada de aço em janeiro e março deste ano.

Usiminas

O diretor comercial da Usiminas, Miguel Homes, disse em maio (22), durante teleconferência com analistas que há espaço para reajuste nos preços da tonelada do aço de 7% a 10%. Homes ressaltou, no entanto, que antes de imprimir o aumento de preços é preciso que ocorra uma “paridade entre a demanda e oferta” no mercado brasileiro.

Segundo ele, hoje há um prêmio negativo entre o aço importado e internalizado e o nacional em torno de 10%. “Entretanto, o mais importante é equilíbrio entre a oferta e a demanda. Com os anúncios de retomada das atividades das montadoras e outros setores, acreditamos que esse equilíbrio aconteça no curto prazo. Acontecendo, vamos ver o momento exato para o reajuste de 7% a 10%”, disse o executivo.

Clique aqui para acompanhar a evolução dos preços dos aços no mercado nacional.

Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 01/06/2020

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