Retomada da economia impulsiona rede de distribuição, afirma Sindisider

26 de setembro de 2013

Os distribuidores de aço estão mais animados, após sucessivas revisões das projeções de crescimento do setor para o ano. Segundo informou nesta terça-feira o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), a economia como um todo está reagindo. ‘Há definitivamente um início de retomada. O mercado está mais firme para nós e vamos atingir, sem dificuldades, nossa projeção de crescimento para o ano’, disse o presidente da entidade, Carlos Loureiro.

Ainda de acordo com o executivo, agosto foi recorde na série histórica, com aumento de 12% das vendas na comparação anual, para 424,1 mil toneladas. Já no acumulado do ano, as vendas dos distribuidores cresceram 1,8% em relação a igual período de 2012, para 2,9 milhões de toneladas.

‘Nossas vendas foram surpreendentemente fortes em agosto. Não existe uma euforia, é claro, mas o sentimento é de que o pior já passou’, diz Loureiro. No início do ano, o Sindisider projetava um crescimento em torno de 6% para o setor em 2013. Depois de revisar algumas vezes os números, hoje a entidade prevê um incremento de 2,5% em relação a 2012.

Um dos fatores decisivos para o recorde de agosto foi a alta de cerca de 6% dos preços por parte das usinas, o que causou um efeito de compra antecipada. Por esse motivo, o giro de estoques da rede de distribuição caiu para cerca de 2,7 meses, considerado ‘praticamente normal’, de acordo com Loureiro.

Câmbio e importações

O presidente do Sindisider destaca ainda que a alta do dólar – que ajuda a reduzir as importações – só começa a surtir efeito em alguns meses. ‘No último trimestre deste ano, devemos ter um volume bem mais baixo de importações’, explica.

Em agosto, a entrada de importados no País foi considerada muito acima da média, em torno de 211,7 mil toneladas, aumento de 30% na comparação anual. ‘Esse volume é resultado do alto nível das importações alguns meses atrás. Mas com o câmbio atual, importar aço deve ficar mais caro’, diz Loureiro. Ele ressalta que, atualmente, quase metade das importações no Brasil vem da China, que está cada vez mais ociosa. Só em agosto, o país asiático dobrou sua produção em relação ao mês anterior. ‘Eles precisam escoar esse excesso’, comenta Loureiro.

O chamado prêmio (taxa cobrada pelas usinas nacionais para entregar o produto), que no início do ano estava a quase zero, agora deve ficar entre 8% e 10%, calcula Loureiro.

Fonte: DCI
Seção: Metalurgia & Distribuição
Publicação: 26/09/2013

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