Reunião sobre demissões na Usiminas está marcada para quinta-feira

4 de julho de 2016

A primeira reunião para debater alternativas para as demissões na Usiminas, promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), na tarde desta sexta-feira (1), não trouxe avanços imediatos às negociações. Outro encontro foi marcado para a próxima quinta-feira (7).

Nesse dia, a Usiminas deverá apresentar a relação de funcionários demitidos que teriam estabilidade, como os que pertenciam à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa): eles não podem ser demitidos enquanto ocupam a função e até um ano após deixar de atuar nessa área. 

Outro grupo que também será relacionado pela empresa são os funcionários que estão prestes a se aposentar. Neste caso, quando o trabalhador encontra-se próximo de completar as condições exigidas para adquirir o direito à aposentadoria, seja integral ou proporcional, desde que isso esteja previsto nas normas coletivas da categoria, ele não pode ser dispensado sem justa causa.

“Não foi possível avançar a respeito de quantos podem ser reintegrados. Mas, com os dados que as comissões devem trazer na próxima semana, seguiremos adiante”, afirma o promotor do trabalho, Marco Aurélio Estraiotto Alves.

Outro ponto que o representante do MPT quer garantir é que não ocorram novas demissões até o final deste ano. A expectativa é de que as partes cheguem a um acordo em breve. “Acredito que as negociações não devam demorar tanto quanto em janeiro”.

Pressa

Antes das negociações, o MPT entrou com ação que pedia a proibição de novas demissões na Usiminas. A decisão liminar da juíza Anna Carolina Marques Gontijo, da Justiça do Trabalho de Cubatão, determina que, além de não poder demitir, com multa de R$ 50 mil a cada dispensa indevida, sejam reintegrados todos os demitidos. “Como essa liminar tem prazo de 30 dias, queremos terminar as negociações antes deste período”. 

No mês passado, a companhia siderúrgica demitiu mais de 500 funcionários. Desde 2015, esse número chega a 2 mil.

A Usiminas justifica que os desligamentos são para adequar o quadro de pessoal aos níveis de produção da unidade de Cubatão, acompanhando a realidade do mercado.

Fonte: A Tribuna
Seção: Siderurgia
Publicação: 04/07/2016

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