Siderúrgicas abrem rodada de reajuste de preços no ano

21 de março de 2019

As quatro siderúrgicas que fabricam aços planos no país definiram seu primeiro aumento de preços do ano: as novas tabelas vão ser reajustes entre 8,5% e 15%. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vai sair na frente das concorrentes. Seus novos preços entram em vigor no dia 25 deste mês. Laminados a quente e a frio terão alta de 15%. Já os produtos revetidos (zincados, pré-pintados e galvalume) subirão 10%. 

Os argumentos para o aumento são uma diferença negativa (prêmio) entre o produto importado e o local que ficou negativa em até 10%. Os preços do aço lá fora tiveram altas substanciais nos últimos meses e o câmbio no país manteve-ser acima de R$ 3,70.

A Usiminas vai reajustar, a partir de 1º de abril, a chapa grossa e os laminados a quente e a frio em 10%. O tipo galvanizado subirá 15%. Na mesma data, a Gerdau vai promover aumento de 10,5% para sua chapa grossa e 14,5% para o laminado a quente, de acordo com informações de clientes do setor da distribuição.

Por sua vez, a ArcelorMittal Tubarão, também no início de abril, aumentará seu produto galvanizado em 8,5%, a bobina a frio em 10% e o laminado a quente em 12,5%.

Outro fator que pesado no custo das siderúrgicas, e usado como justificativa para reajustes de preços, é a cotação do minério de ferro. Neste ano, até segunda-feira, a commodity industrial já teve aumento de 21%. Grande parte disso se deve à redução da oferta pela Vale no mercado internacional após o fechamento de minas por causa do desastre da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro.

O mercado de aço no país mantém-se com certo aquecimento neste início de ano. A distribuição de aços planos, um importante termômetro da demanda no mercado nacional, registrou aumento de 19,3% nas vendas, na comparação com fevereiro de 2018, segundo dados preliminares divulgados ontem Inda, entidade que reúne as distribuidoras.

Conforme o Inda, no mês passado foram comercializadas 309,8 mil toneladas. Perante janeiro desde ano, que também foi um mês morno, representou aumento de 16,8%. Um tanto estocadas, as distribuidoras pisaram o pé no freio das compras e reduziram seus pedidos: ante um ano atrás, compraram 7,1% a menos nas usinas, com 240 mil toneladas. Frente a janeiro passado, o decréscimo foi de 17,3%. Os estoques fecharam em fecharam em 893,3 mil toneladas, menos 7,3%.

As perspectivas do setor para março não são muito animadas. A posição dos associados do Inda são conservadoras: aponta queda de 5% no volume de vendas.

A importação de aços planos laminados no mês passado registrou crescimento de 54,8% sobre fevereiro de 2018, com 94,18 mil toneladas. No acumulado do ano, porém, a alta é de apenas 2,2%.

Fonte: Valor 
Seção: Siderurgia 
Publicação: 21/03/2019

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