Uma das maiores siderúrgicas do país reduz produção em dois estados

8 de junho de 2015

Fabiana Faria

A crise na economia já atingiu praticamente toda a cadeia produtiva. A Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do país, reduziu a produção em unidades de dois estados.

Mais um forno desligado. O equipamento da usina siderúrgica de Ipatinga (MG) deixou de operar. No último fim de semana, a Usiminas também desligou um alto-forno da siderúrgica de Cubatão(SP). Construído há 50 anos, ele tem capacidade para produzir 115 mil toneladas de ferro-gusa, usado na fabricação de aço.

A siderúrgica informou que as medidas são reflexo da atual crise do setor industrial. A empresa pretende cortar custos operacionais e, para evitar demissões, quer diminuir a jornada de trabalho.

A proposta é deixar parte dos funcionários de folga um dia útil da semana, com redução de salário proporcional. O Sindicato dos Siderúrgicos de Cubatão diz que a medida pode atingir 3 mil trabalhadores nas duas unidades.

“Não aceitamos redução de salário com redução de jornada. Se a empresa quiser discutir redução de jornada, mantendo o mesmo salário, o sindicato discute”, diz Claudinei Rodrigues Gato, vice-presidente do sindicato dos siderúrgicos.

As siderúrgicas produziram mais aço nos primeiros quatro meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. Um aumento de 1,6% na produção de aço bruto e 2,5% na de laminados, mas as vendas foram no sentido contrário: queda de 7,5%. Reflexo da baixa atividade econômica de setores importantes como o automotivo e o da construção civil.

“O problema é da indústria brasileira do aço, o problema da indústria de transformação, que enfrenta um mercado muito fraco e vem perdendo competitividade por causa de fatores que fogem à competência das empresas. A energia mais cara do mundo, juros elevadíssimos, carga tributária elevada, acumulatividade de impostos e câmbio”, analisa Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil.

Fonte: G1
Seção: Siderurgia
Publicação: 08/06/2015

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