Usiminas começa a elevar preços para distribuidores e indústria

1 de agosto de 2012

Para ajustar a produção à demanda do mercado doméstico – que teve aumento de 7% nas vendas no segundo trimestre – a Usiminas (USIM3, USIM5) vem elevando o preço em todas as suas linhas de produtos entre 5% a 7% para a rede de distribuição, desde 2 de julho. Enquanto isso, contratos com a indústria já estão em negociação para reajustes a partir de agosto e setembro, segundo destacou Sérgio Leite, vice-presidente comercial da companhia, em teleconferência com analistas.

O setor automotivo, contudo, ainda não tem previsão de quando verá novos reajustes de preços, pois os contratos vencerão entre seis meses e um ano.

‘Estamos trabalhando fortemente para ocupar o espaço das importações no mercado interno’, explicou. Segundo o executivo, no segundo trimestre a desvalorização do real acabou afetando os custos do minério de ferro, prejudicando o desempenho do balanço.

Ainda assim, não houve mudança significativa nos contratos de compra com os fornecedores – que tem na Vale (VALE3, VALE5) o maior player. ‘Chegamos a diversificar fornecedores, negociando com algumas mineradoras menores, mas isso não gerou grande impacto nos custos. Hoje, o que mais nos afeta é o câmbio’, destacou.

Sem ousar grandes projeções, Leite limitou-se apenas a apostar num segundo semestre melhor que o primeiro. O guidance de produção do minério, entretanto, foi mantido entre 7 milhões e 7,5 milhões de toneladas.

‘Houve um aumento de competitividade, com mais oferta no mercado doméstico, o que pressionou os preços no segundo trimestre. Esperamos uma estabilidade na demanda, mas o mercado está muito difícil de prever, tendo em vista uma série de acontecimentos exógenos, como câmbio, que ainda precisam se resolver’, pondera Leite. Vale destacar que o minério foi negociado com depreciação de 10% nos preços do primeiro trimestre.

Já os investimentos em bens de capital (Capex) devem fechar 2012 em R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão serão direcionados à siderugia, R$ 800 milhões à mineração e, os outros R$ 200 milhões, para os demais negócios da companhia.

Para 2013, contudo, a área de mineração crescerá mais. Com volume de desembolsos estáveis para o ano que vem, mineração receberá mais de R$ 200 milhões, recurso que será deslocado de siderurgia, conforme estima Julián Eguren, o presidente da Usiminas.

Fonte: Infomoney
Seção: Metalurgia & Distribuição
Publicação: 01/08/2012

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