Usiminas demite 600 funcionários em dois dias

22 de janeiro de 2016

Mais demissões marcaram a Usiminas durante o dia de ontem. Os desligamentos começaram a ser efetuados na última terça-feira, dia 19. A empresa suspenderá todas as atividades primárias de produção de aço até dia 31 e manterá em funcionamento apenas o setor de laminação de chapas de aço, que serão adquiridas de outras siderúrgicas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Rezende de Sá, o Sassá, em dois dias, serão feitas, ao todo, 600 demissões. As informações ainda não foram confirmadas pela Usiminas. Os sindicalistas se reuniram com representantes da empresa. Assim como na terça-feira, os trabalhadores dispensados fazem os exames demissionais e são levados para casa de táxi.

No primeiro dia de demissões foram demitidos os primeiros 450 trabalhadores, entre eles alguns que estavam há quase 30 anos na siderúrgica e começaram a trabalhar quando a empresa ainda se chamava Cosipa. 

As dispensas começariam em 31 de janeiro, mas, como ocorreram problemas com o funcionamento do Alto-Forno 2 na passagem do ano, a Usiminas optou por antecipar o desligamento e iniciá-lo já na segunda-feira, dia 18, liberando os primeiros avisos de demissão. 

Do quadro atual, estimado em cerca de 4.200 trabalhadores diretos, permanecerão empregados na usina – dependendo do comportamento do mercado – cerca de 2.400. Oficialmente, a empresa atribui as dispensas à crise no mercado siderúrgico mundial e à concorrência da importação do mercado de aço chinês, a preços mais baixos.

Empresa

Em nota, a Usiminas confirma o desligamento de funcionários como consequência do ajuste em sua capacidade produtiva. “A Usiminas informa que iniciou hoje o desligamento dos empregados da Usina de Cubatão como consequência do ajuste em sua capacidade produtiva previamente anunciado. Para minimizar o impacto da medida e reduzir o número de demissões, a empresa realizou um estudo e vai redirecionar cerca de 300 empregados para atividades antes terceirizadas”.

A empresa garante que, com isso, o número de empregados diretos a serem desligados foi reduzido para um total de 1800. “Para os desligamentos, que seguem os cronogramas de desativação dos equipamentos, estão sendo priorizados empregados que já possuem alguma renda, como aposentados, e trabalhadores já em condições de se aposentar”.

Ainda em nota, a empresa também explica que “depois de nove reuniões de negociação com os sindicatos e o Ministério Público do Trabalho, a empresa também decidiu oferecer um conjunto de benefícios extras ao empregados desligados, como manutenção dos planos de saúde e odontológico por 3 a 6 meses; opção por auxílio-alimentação por até 4 meses ou retorno de férias correspondente a 20 dias de trabalho; pagamento de contribuição previdenciária por três meses; seguro de vida por até quatro meses; prioridade na recontratação quando da reativação dos equipamentos e treinamento para recolocação profissional, além de cartas de recomendação”.

Fonte: Reuters
Seção: Siderurgia
Publicação: 21/01/2016

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